acabar com a fome é um desafio global que pode ser superado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou recentemente que o Brasil é um exemplo positivo nesse contexto, destacando o esforço do país em reduzir a fome por meio de políticas públicas eficientes. Durante sua participação na 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Lula declarou: “O Brasil deu exemplo duas vezes, é possível acabar com a fome. É possível garantir que todo mundo tenha direito a tomar café, almoçar e jantar todo dia. É plenamente possível”.
Conforme Lula, o Brasil saiu do Mapa da Fome, evidenciando o sucesso das iniciativas voltadas à produção de alimentos e à ampliação da renda da população. O presidente ressaltou a importância de uma abordagem sustentável e inclusiva para garantir segurança alimentar a todos os cidadãos. O evento também foi uma oportunidade para discutir como melhorar as condições alimentares na América Latina e no Caribe.
A Conferência Regional da FAO é um espaço crucial para discutir a importância da agricultura, do desenvolvimento rural e das políticas de segurança alimentar e nutricional. Com frequente diálogo entre líderes regionais, o evento visa definir prioridades de trabalho que moldam as ações da FAO no biênio 2026-2027. “É fundamental abordar a questão da fome como uma prioridade, não apenas como um problema que as ONGs devem resolver”, disse Lula, enfatizando que a fome deve ser tratada como um direito sagrado.
Em sua declaração, Lula destacou que muitos países têm recursos para erradicar a fome, mas a falta de compromisso inibe a efetividade dessas políticas. O Brasil, além de dar exemplo em sua luta contra a fome, também enfatiza a necessidade de uma abordagem colaborativa no combate à pobreza e à insegurança alimentar.
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, reiterou que o Brasil está comprometido em colocar a questão da fome no centro das políticas públicas. Ele destacou que a América Latina é uma região rica em recursos e tem o potencial de ser um líder global em segurança alimentar. O papel da agricultura familiar como solução para a fome e a pobreza também foi enfatizado por Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Ele afirmou que políticas de apoio à agricultura familiar são essenciais para enfrentar os desafios alimentares da atualidade.
Entre as ações fundamentais para acabar com a fome, o fortalecimento da cooperação internacional e o investimento em sistemas produtivos sustentáveis foram destacados. O enfrentamento às mudanças climáticas também foi mencionado como um aspecto crítico na discussão sobre segurança alimentar.
Outro ponto crucial do encontro é o empoderamento das mulheres agricoles, uma vez que elas desempenham um papel vital na produção e no fornecimento de alimentos na região. Durante a Conferência, o Ano Internacional da Mulher Agricultora foi lançado, destacando a importância de promover a igualdade de gênero nos sistemas agroalimentares.
Na busca para acabar com a fome, o Brasil não apenas reforçou seu compromisso com a FAO, mas também evidenciou a necessidade de atender as prioridades regionais, que incluem a produção eficiente e a nutrição. Os compromissos durante a LARC39 refletirão as diretrizes para transformar os sistemas agroalimentares em direções que garantam produção e ambientes mais sustentáveis, assim como a redução das desigualdades alimentares.
Ao final do evento, o Brasil reafirma sua determinação em continuar suas políticas de assistência social e produção sustentável, buscando cada vez mais assegurar que os direitos à alimentação sejam respeitados e praticados para todos. Portanto, o discurso sobre “acabar com a fome” não é apenas um lema político, mas uma missão para um futuro onde todos tenham acesso a alimentos dignos.