Justiça climática é o tema central do 9º Encontro de Estudos sobre Mulheres da Floresta (Emflor), que ocorrerá de 3 a 5 de junho no Instituto Federal do Amazonas, em Parintins. Este evento, apoiado pelo Governo do Amazonas através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), representa um marco na discussão sobre gênero, feminismos e suas interações com as questões climáticas.
A justiça climática busca garantir que as vulnerabilidades das mulheres em contextos de crise ambiental sejam reconhecidas e abordadas de forma efetiva. Durante o encontro, com a temática “As mulheres, os feminismos e a questão climática”, especialistas e ativistas irão debater sobre as práticas sociais, saberes e ancestralidades das mulheres da floresta, focando na sua resiliência frente às violências e às adversidades provocadas pelas mudanças climáticas.
A proposta do 9º Emflor é interdisciplinar, unindo rigor científico e conhecimento prático das comunidades tradicionais. As mudanças climáticas têm um impacto desproporcional nas vidas das mulheres ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A professora Iraildes Caldas Torres, coordenadora do evento, enfatiza que o evento não é apenas um espaço acadêmico, mas uma plataforma de resistência e de formuladores de políticas públicas que visam proteger a floresta e dignificar as mulheres que dela dependem.
A programação do 9º Emflor inclui conferências, minicursos e grupos de trabalho. Um dos destaques será a palestra de abertura sobre “As mulheres, as ancestralidades e a crise climática”, que revisitará as narrativas e experiências de mulheres que enfrentam as consequências diretas da degradação ambiental. Além disso, o evento abordará temas como economia feminista, agroecologia e a relação entre gênero e poder.
Um ponto importante a ser discutido é o papel da violação dos direitos das mulheres nos contextos de crise climática. A justiça climática, portanto, também implica em um chamado à ação para combater a violência de gênero que se intensifica em cenários de vulnerabilidade.
Os minicursos previstos no encontro incluem tópicos relevantes como ecofeminismo na Amazônia, empreendedorismo feminino e movimentos de resistência das mulheres. A diversidade da programação reflete a complexidade da luta por justiça climática e a importância das vozes femininas nesse debate. O evento acolhe acadêmicos, estudantes, e ativistas, criando um espaço amplo para troca de conhecimentos.
Desde sua criação em 2009, o Emflor se firmou como um evento essencial para o debate sobre gênero, contribuindo para a visibilidade das pesquisas femininas na Amazônia. Este encontro é promovido pelo Grupo de Estudo, Pesquisa e Observatório Social: Gênero, Política e Poder (Gepos) e conta com o apoio de importantes instituições acadêmicas e de pesquisa.
A Fapeam desempenha um papel inovador nesse suporte, sendo pioneira no apoio ao tema das mulheres e meninas na ciência e tecnologia. Ao longo das edições do Emflor, mais de 90% dos encontros contaram com financiamento da Fapeam, destacando o compromisso institucional com a promoção de igualdade de gênero e justiça climática.
O Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos (Parev) também é fundamental, promovendo a realização de eventos que buscam divulgar resultados de pesquisas e potencializar intercâmbios científicos. Esse suporte é vital para o fortalecimento de redes e criação de diálogos em torno de questões emergentes que envolvem gênero e meio ambiente.
Convidamos todos a participarem do 9º Emflor e se engajar nessa importante discussão sobre justiça climática e a luta das mulheres na Amazônia. Para mais informações, acesse a página oficial do evento no Instagram para conferir a programação completa e detalhes sobre inscrições.