Festival de Parintins 2026 é um evento que celebra a cultura amazônica e, neste ano, ganha um reforço especial com a campanha “Turismo sem Penas”. A Amazonastur, em parceria com o Governo do Amazonas, intensifica os esforços para conscientizar tanto turistas quanto moradores sobre a importância da preservação ambiental e os perigos do comércio ilegal de artesanatos feitos a partir de animais silvestres.
A campanha “Turismo sem Penas” foi especialmente criada para alertar sobre os riscos associados à compra de itens produzidos com partes de animais silvestres, como cocares, brincos, colares e outras peças decorativas. Esses produtos são frequentemente feitos com penas de aves ameaçadas de extinção, dentes de macacos, couro de onça e garras de aves de rapina. É crucial compreender que a legislação ambiental do Brasil proíbe a utilização e a comercialização desses materiais, em conformidade com a proteção da fauna silvestre.
Frank Dantas, presidente da Amazonastur, destaca que essa iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Amazonas com a preservação ambiental e o turismo responsável. “Parintins é uma vitrine da cultura amazônica para o Brasil e o mundo. O Governo do Amazonas, por determinação do governador Roberto Cidade, trabalha para fortalecer um turismo sustentável, que valorize a nossa identidade cultural sem incentivar práticas ilegais contra a fauna”, afirma Dantas.
A campanha é uma resposta à necessidade de educar os visitantes sobre as consequências da compra de produtos que comprometem a biodiversidade amazônica. Através da campanha “Não tire as penas da vida”, desenvolvida pelo Ibama, essa ação educacional visa prevenir o comércio de itens confeccionados com penas e outras partes de animais silvestres. Desde 2021, a campanha busca conscientizar a população sobre os impactos negativos do uso ilegal desses produtos.
Além da conscientização, a Amazonastur também está comprometida em reforçar o combate às infrações ambientais. A utilização de itens feitos com subprodutos da fauna silvestre é considerada crime ambiental e pode resultar em detenção de seis meses a um ano, além de multas que podem chegar a até R$ 5 mil. Em casos que envolvem espécies ameaçadas de extinção, as penalidades são ainda mais severas.
Para ajudar os visitantes a identificar os materiais ilegais, a campanha inclui diretrizes sobre as diferenças entre penas naturais e artificiais. As penas naturais são caracterizadas por uma haste central e ramificações laterais, possuem uma textura mais maleável e são capazes de retornar ao seu formato original. Em contraste, as penas artificiais são rígidas e frequentemente usadas como alternativa sustentável na produção artesanal.
Dessa forma, o Festival de Parintins 2026 não é apenas uma celebração cultural, mas também uma oportunidade para promover práticas de turismo consciente. O caminho para um futuro sustentável começa com escolhas mais informadas e responsabilidade na aquisição de produtos. Durante o festival, todos são convidados a refletir sobre a importância de preservar as espécies ameaçadas e a rica biodiversidade da Amazônia.
Em suma, o Festival de Parintins 2026, ao lado da campanha “Turismo sem Penas”, se torna um marco no papel do turismo como agente de mudança. O Governo do Amazonas, por meio da Amazonastur, convida a todos a se juntarem a esta causa e a fazerem escolhas que protejam nosso meio ambiente, assegurando que as futuras gerações possam desfrutar da beleza da fauna amazônica.