Copa do Mundo 2026 impulsa iniciativas importantes no Amazonas. Com a chegada do evento, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) intensifica as estratégias de vigilância, especialmente focadas nas doenças exantemáticas, que incluem enfermidades infecciosas, frequentemente virais, caracterizadas pelo surgimento de erupções cutâneas. Este esforço proativo é essencial, pois a realização da Copa do Mundo de 2026, que será sediada por países como Estados Unidos, México e Canadá, coincide com a possibilidade de surtos de sarampo e outras doenças.
Nesse contexto, a FVS-RCP realizou uma reunião técnica no dia 21/05, com a participação dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH). O objetivo principal deste encontro foi discutir a detecção precoce de casos suspeitos de sarampo e a importância da notificação e resposta rápida. Essa mobilização não ocorre por acaso. A atenção internacional está elevada, dado que, atualmente, os países que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2026 apresentam casos ativos da doença. Embora o Brasil não tenha registro de circulação sustentada do vírus do sarampo, a proximidade do evento esportivo demanda vigilância contínua.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressaltou a importância de estar preparado diante da circulação global de pessoas e eventos internacionais. Ela frisou que, mesmo sem a circulação do sarampo no Brasil, a vigilância em saúde deve ser uma prioridade constante. Ao qualificar continuamente as equipes que atuam na vigilância epidemiológica, o Amazonas se torna capaz de identificar precocemente qualquer caso suspeito e garantir respostas oportunas a esses eventos.
Alexsandro Melo, diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, acrescentou que os Núcleos hospitalares desempenham um papel estratégico no monitoramento de doenças transmissíveis, reforçando a relevância de seu trabalho. A atuação dos NVEH como uma linha de observação é fundamental dentro das unidades hospitalares, permitindo uma melhor gestão de informações e respostas rápidas. O alinhamento técnico entre a capital e o interior do estado é uma das estratégias que melhora a qualidade das notificações e fortalece o monitoramento epidemiológico.
A atividade realizada é parte de um programa contínuo de educação permanente voltado para os profissionais que atuam na vigilância epidemiológica hospitalar, reunindo representantes de 66 Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, sob a supervisão da Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Amazonas (REVEH-AM). O encontro, que contou com participação de unidades públicas e privadas tanto na capital quanto no interior, abordou diversos temas essenciais. Entre eles, fluxos de atendimento, investigação epidemiológica, coleta laboratorial, medidas de bloqueio, e profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP).
A Copa do Mundo de 2026, portanto, não é apenas um evento esportivo; é uma oportunidade para que o estado do Amazonas fortaleça ainda mais suas estruturas de saúde e vigilância e se prepare para possíveis desafios relacionados a doenças exantemáticas. A vigilância epidemiológica é uma ferramenta crucial para garantir que a população permaneça segura e saudável durante essa importante competição internacional. Portanto, deve-se manter um esforço contínuo em informar e educar tanto os profissionais de saúde quanto a população em geral sobre a importância da vacinação e da prevenção de doenças como o sarampo. Assim, o estado se prepara não apenas para a Copa do Mundo, mas para proteger a saúde de todos os seus cidadãos.