Construção de complexo oncológico é um passo significativo para a melhoria da saúde pública no Brasil. Nesse contexto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, em 17 de abril de 2023, a construção do novo Campus Integrado do Instituto Nacional de Câncer (INCA) no Rio de Janeiro. Essa iniciativa não apenas representa um avanço na oncologia, mas também promete ampliar em 40% a capacidade de atendimento em radioterapia e quimioterapia na unidade, beneficiando milhares de pacientes em todo o país.
Com um investimento de R$ 1,1 bilhão e o início das obras previsto para este ano, a construção de complexo oncológico é parte do programa “Agora Tem Especialistas”, que busca reduzir o tempo de espera da população por atendimentos especializados no SUS. O novo campus será uma integração das práticas de serviços atualmente dispersos em diferentes unidades de saúde, agregando modernização à infraestrutura oncológica brasileira.
Localizado ao lado do Hospital do Câncer I (HCI), na Praça da Cruz Vermelha, o complexo oncológico vai implementar uma ampliação robusta da estrutura existente, modernização do edifício-sede e a implantação de novos serviços essenciais. Como destacou o ministro Alexandre Padilha, essa iniciativa é estratégica para transformar a infraestrutura oncológica no Brasil, reunindo até 18 unidades do Instituto em um único local. Essa integração permitirá um fluxo de trabalho mais eficiente e acesso ampliado à assistência, pesquisa e formação profissional.
Além disso, a construção de complexo oncológico promete trazer grandes avanços, como a criação de até 450 novos leitos hospitalares, um aumento de 20% no número de salas cirúrgicas e uma ampliação no acesso dos pacientes a pesquisas clínicas, elevando essa taxa de 5% para até 30%. Essa medida não só fortalece a assistência, mas também promove ensino e produção científica na área da oncologia.
Um ponto importante a ser destacado é que essa construção marca um novo modelo de financiamento na saúde pública, sendo a primeira Parceria Público-Privada (PPP) federal no setor. Essa iniciativa é uma colaboração entre o Ministério da Saúde, o INCA, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Casa Civil e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), representando um passo ousado para a gestão da saúde no país.
Além da construção de complexo oncológico, o Ministério da Saúde também tem atuado no fortalecimento da força de trabalho nos institutos federais. Desde janeiro de 2026, mais de 1.580 profissionais foram incorporados ao sistema, o que representa cerca de 77% do total previsto, com 614 novos profissionais no INCA. Essa verdadeira mobilização tem como objetivo garantir o pleno funcionamento das unidades e ampliar o acesso à população a serviços especializados de média e alta complexidade.
O programa “Agora Tem Especialistas” é uma demonstração de que o Brasil voltou a investir no SUS, valorizando os profissionais de saúde e reestruturando os serviços de referência. Essa mobilização está promovendo uma transformação histórica no tratamento e diagnóstico de câncer no país, reduzindo os tempos de espera para consultas, exames e cirurgias, como destacou Padilha.
No campo da saúde da mulher, outra iniciativa em Rio de Janeiro foi o início dos atendimentos da carreta do programa “Agora Tem Especialistas” no bairro de Realengo, que oferece consultas ginecológicas, mamografias e exames de imagem.
Ao longo do processo, 20 municípios de 15 estados e o Distrito Federal começaram a oferecer atendimentos em saúde da mulher, totalizando mais de 36.300 km percorridos, ampliando o acesso das unidades móveis em regiões com vazios assistenciais.
Assim, a construção de complexo oncológico e todas as iniciativas paralelas representam um compromisso do governo brasileiro em melhorar a assistência em saúde e garantir que o cuidado chegue mais perto dos cidadãos, especialmente aqueles que necessitam de tratativas especializadas. O futuro da oncologia no Brasil está se desenhando com mais esperança e acesso à saúde de qualidade.