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Governo lança Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero

9 de abril de 2026
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Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero é uma iniciativa fundamental promovida pelo Ministério das Mulheres. Com o objetivo de construir uma comunicação pública mais inclusiva, este guia destaca a importância da igualdade de gênero no setor público. O lançamento ocorreu na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), enfatizando a relevância do diálogo entre o Poder Público e a sociedade na luta por uma comunicação que seja justa e livre de estereótipos.

Os conteúdos do Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero não se limitam a um manual técnico; tratam-se de diretrizes que visam transformar a cultura comunicacional vigente. Com uma apresentação rica e 50 páginas repletas de ilustrações que representam a diversidade brasileira, a publicação é direcionada a profissionais de comunicação no setor público. Seu foco está em práticas pensadas para combater desigualdades históricas e promover a valorização e dignidade de todas as mulheres.

Segundo Janara Sousa, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Mulheres e coordenadora editorial do guia, “a comunicação não é neutra”. Ela ressalta que este guia atua como uma bússola, orientando o Estado sobre como se comunicar de maneira transparente, inclusiva e democrática com a população.

A estrutura do Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero é organizada em eixos que abordam uma comunicação pública mais equitativa. Um dos eixos primordiais é a promoção da igualdade. Este eixo parte do princípio de que a informação é um direito de todos e que o Estado deve agir ativamente para desconstruir estereótipos, garantindo que a comunicação seja acessível e reflita a realidade das diversas populações que compõem a sociedade.

Outro eixo significativo é o uso de dados com recorte de gênero e raça. Para que as políticas públicas sejam eficazes, é essencial que sejam baseadas em dados qualificados que asseguram ações mais justas e direcionadas. Da mesma forma, a prática da interseccionalidade é crucial, reconhecendo a diversidade entre as mulheres e incentivando narrativas nas quais raça, classe e orientação sexual se cruzam. Isso é fundamental para garantir visibilidade a grupos historicamente marginalizados.

A adoção de uma linguagem não sexista também se destaca como um princípio importante do Guia. Essa abordagem visa superar o uso do “masculino genérico”, que invisibiliza as mulheres, propondo uma linguagem inclusiva que abrange todos de maneira natural e estratégica. Além disso, o guia orienta sobre a responsabilidade ao comunicar casos de violência contra a mulher, tratando-os como questões de saúde e segurança pública e não meramente como fatos privados. O foco aqui é a proteção da vítima e a responsabilização do agressor, evitando assim a revitimização.

A diversidade de fontes e equipes é outro aspecto central promovido pelo Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero. A pluralidade de vozes na comunicação pública é essencial para garantir que diferentes perspectivas sejam ouvidas e representadas, especialmente em um contexto tão diverso como o brasileiro. Fortalecer canais de escuta empática permitirá que mulheres de várias realidades se sintam seguras e ouvidas em suas demandas.

Este Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero é uma parte integrante do Pacto Brasil contra o Feminicídio, servindo como uma referência indispensável para o planejamento de campanhas e políticas governamentais. O objetivo é transformar as instituições para que o serviço público seja um verdadeiro reflexo da diversidade da sociedade brasileira e um motor para a promoção da igualdade em todo o país.

A elaboração do guia é resultado de um trabalho colaborativo e eficiente, contando com uma equipe composta por profissionais experientes em diversos eixos temáticos. Essa estrutura garante não apenas consistência técnica, mas também diversidade de perspectivas alinhadas às diretrizes de promoção da igualdade de gênero. Os colaboradores incluem Ana Carolina Novelli, Bruna de Jesus Nascimento, Eliane Aparecida de Almeida Barros, e outros profissionais dedicados, que contribuíram para a criação de um material rico e inspirador.

Em suma, o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero representa um passo significativo em direção a uma comunicação mais justa e engajadora, essencial para promover mudanças que impactem positivamente a sociedade brasileira.

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