Garimpo ilegal é um dos maiores desafios enfrentados na Terra Indígena Yanomami. As autoridades brasileiras estão intensificando suas ações para combater essa prática, que causa danos significativos ao meio ambiente e às comunidades locais. Em um relatório recente, as operações realizadas nos primeiros dias de março de 2026 mostraram uma clara eficácia no desmantelamento das estruturas e rotas logísticas utilizadas por criminosos envolvidos na mineração ilegal. Durante a primeira quinzena de março, as operações levaram à destruição de 5 acampamentos, 22 motores e 4 geradores, além de outros equipamentos essenciais para o funcionamento do garimpo ilegal.
Além disso, a fiscalização também incluiu a destruição de 430 litros de diesel e 575 litros de gasolina, que eram utilizados para abastecer as atividades clandestinas. Essas ações, coordenadas pela Casa de Governo da Presidência da República, envolvem operações terrestre, aérea e fluvial, com o objetivo de proteger a Terra Indígena e desmantelar o garimpo ilegal de forma definitiva.
A pressão sobre os garimpeiros está sendo ampliada com operações específicos, que visam controlar as rotas usadas para abastecer os pontos de mineração. Entre 16 e 17 de março, as equipes realizaram inspeções em áreas de acesso à Terra Indígena, onde 80 veículos foram fiscalizados e 145 pessoas abordadas, mostrando um esforço contínuo para combater o garimpo ilegal.
Desde o início das operações em março de 2024, já foram contabilizadas mais de 9.700 ações de combate ao garimpo ilegal na Terra Yanomami, resultando na destruição de 815 acampamentos, 2.078 motores e 274 embarcações. Essas operações demonstram o compromisso das forças de segurança e órgãos ambientais no combate ao crime ambiental e na proteção dos direitos dos indígenas.
Uma das operações mais impactantes foi realizada em 17 de março, quando uma aeronave utilizada para a logística do garimpo ilegal foi inutilizada na região do Rio Novo. A aeronave, que havia sido abandonada por garimpeiros para reparo, invariavelmente serviria para facilitar a atividade clandestina. Ao inutilizar esse meio de transporte, as autoridades dificultaram ainda mais a logística do garimpo ilegal.
O cenário fiscal e econômico em torno do garimpo ilegal é alarmante. Relatórios indicam que o prejuízo estimado decorrente das operações contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami já ultrapassa R$ 666,9 milhões. Essa cifra reflete a destruição de equipamentos e estruturas que sustentavam a mineração ilegal. Com ações contínuas e um monitoramento rigoroso das áreas afetadas, o governo busca não apenas combater a atividade, mas também prevenir a reorganização das frentes de mineração no futuro.
As operações contra o garimpo ilegal são uma prioridade para o governo, pois essa prática representa uma ameaça significativa não só ao patrimônio natural, mas também às comunidades indígenas que habitam a Terra Yanomami. Com a implementação de estratégias efetivas, as autoridades pretendem garantir a proteção da região, assegurando um futuro mais sustentável para os povos indígenas e o meio ambiente.