Safra de grãos 2025/26 é um tema de grande relevância para a agricultura brasileira. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que os agricultores colham impressionantes 353,4 milhões de toneladas de grãos nessa safra, o que representa um crescimento de 0,3% em relação ao ciclo anterior, 2024/25. Esse volume não apenas estabelece um novo recorde histórico, mas também reflete o comprometimento dos produtores com a atividade agrícola, mesmo diante de desafios climáticos significativos.
O 6º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Conab, revela que a área destinada ao plantio deve aumentar em 1,7%, chegando a 83,2 milhões de hectares. A previsão de produtividade média nacional é de 4.250 quilos por hectare, o que demonstra uma boa expectativa para o rendimento das lavouras. As culturas de primeira safra, especialmente a soja, já estão em fase de colheita, e cerca de 50,6% da área planejada para a oleaginosa já foi colhida.
Entretanto, os últimos meses foram desafiadores para os agricultores. Em fevereiro, o excesso de chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste dificultou o avanço da colheita, afetando estados como Goiás e Minas Gerais. Além disso, as condições climáticas irregulares impactaram a produção nas áreas do Rio Grande do Sul. Em março, as regiões Norte e Nordeste enfrentaram problemas similares, mas as condições gerais continuam favoráveis ao desenvolvimento das safras, o que possibilita a previsão de um novo recorde de produção na soja, estimado em 177,8 milhões de toneladas.
Diante do cenário de chuvas intensas, o plantio da segunda safra de milho também foi prejudicado, com alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, indicando uma redução na área destinada ao cultivo do cereal. A estimativa para essa segunda safra de milho é de 17,7 milhões de hectares, com uma produção projetada em 108,4 milhões de toneladas. Por outro lado, a primeira safra de milho apresenta um panorama de crescimento, com uma área semeada que deve alcançar 4,1 milhões de hectares e uma produção podendo chegar a 27,4 milhões de toneladas. Somando as três safras do cereal, a expectativa dada pela Conab é de que a produção totalize 138,3 milhões de toneladas.
No que se refere ao arroz, a colheita alcançou 19,1% da área plantada, apresentando um índice superior à média dos últimos cinco anos. As previsões indicam que a produção de arroz na safra 2025/26 será de 11,2 milhões de toneladas, uma redução de 12,4% em comparação com o ciclo anterior, devido à diminuição da área destinada ao cultivo. A alta radiação solar observada no Rio Grande do Sul, principal estado produtor, contribuiu de forma positiva para o desenvolvimento da cultura, mesmo em um cenário de diminuição de área.
Para o feijão, a estimativa total de produção, considerando as três safras, está em 2,9 milhões de toneladas, 4,7% a menos do que na safra passada. A primeira safra de feijão, por sua vez, está enfrentando uma redução de 11,2% na área plantada, totalizando 807,2 mil hectares, com expectativa de produção de 954 mil toneladas. Apesar da diminuição na produção, os números asseguram o abastecimento interno do país.
A safra de algodão também segue a passos firmes, com o plantio já finalizado e a maior parte da área em fase de desenvolvimento vegetativo. A Conab estima uma redução de 3,5% na área plantada comparado à safra anterior, com a produção prevista em 3,8 milhões de toneladas.
Diante de todos estes fatores, o mercado se ajusta às novas previsões de produção, especialmente para o milho, cuja expectativa de estoques de passagem ao fim do ciclo é de 11,6 milhões de toneladas até janeiro de 2027. Para o arroz, a estimativa é de um estoque de passagem de aproximadamente 1,7 milhão de toneladas. No segmento da soja, a produção recorde levanta expectativas quanto às exportações, que podem atingir 114,39 milhões de toneladas em 2026, um novo marco se confirmado.
Para mais detalhes sobre as principais culturas no Brasil e as condições do mercado, consulte o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, publicado no Portal da Conab.