Exportações do agro têm se mostrado um pilar fundamental da economia brasileira, e em fevereiro de 2026, essas exportações registraram um total impressionante de US$ 12,05 bilhões. Esta quantia não apenas representa o melhor resultado da série histórica para o mês, mas também demonstra um crescimento robusto de 7,4% em comparação ao mesmo período em 2025.
O aumento nas exportações do agro é, em grande parte, resultado de uma estratégia eficaz adotada pelo Governo do Brasil. Por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária, o governo brasileiro tem trabalhado na ampliação e abertura de mercados, permitindo que os produtos do agro brasileiro sejam mais competitivos no cenário internacional. Essa abordagem tem mostrado resultados, refletindo um crescimento no volume total exportado em 9% em relação ao ano anterior.
O saldo da balança comercial do agronegócio no mesmo período também apresentou números positivos. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,5 bilhão, uma queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Assim, o superávit da balança comercial atingiu US$ 10,5 bilhões, um indicativo forte da saúde financeira do setor.
A China se destacou como o principal destino das exportações do agro brasileiro, contabilizando US$ 3,6 bilhões e correspondendo a 30,5% do total exportado. Outros mercados importantes incluem a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%). O mês de fevereiro também foi marcado pela expansão das exportações para outros países asiáticos. Vietnã e Índia se destacaram, com importações significativas de produtos do agro brasileiro. O Vietnã importou mais de US$ 372,6 milhões em produtos do agro, com um crescimento notável de 22,9% em relação a fevereiro de 2025, enquanto a Índia observou um crescimento impressionante de 171,1%, totalizando US$ 357,3 milhões.
Analisando os setores que mais contribuíram para as exportações do agro, o complexo soja foi o grande destaque, gerando US$ 3,78 bilhões, o que representa 31,4% do total exportado e uma alta de 16,4% em comparação a fevereiro do ano anterior. Outros setores importantes incluem as proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões, e produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão, além de café e o complexo sucroalcooleiro, que também contribuíram de maneira significativa.
Outro ponto relevante é a diversificação nas exportações do agro. Além dos produtos tradicionalmente exportados, novos itens estão emergindo. O óleo essencial de laranja, por exemplo, alcançou um recorde de US$ 47,8 milhões, um crescimento de 28,8% em valor. Outros produtos como DDG de milho e farinhas de carne também mostraram recordes de exportação, evidenciando o potencial de diversificação do portfólio brasileiro.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que o sucesso das exportações do agro é resultado do aumento da oferta e de um trabalho contínuo na ampliação de mercados. Ele afirmou que o Brasil está se aproximando de safras recordes para produtos vegetais e um crescimento na produção de proteínas animais. Isso não só aumenta a capacidade exportável do país, mas também reforça a presença do agro brasileiro no mercado internacional.
Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, complementou que o desempenho positivo está relacionado à abertura de novos mercados. Desde o início de 2023, foram registradas 544 novas aberturas de mercado, ressaltando a importância de uma agenda contínua de negociações internacionais. Essas iniciativas são cruciais para fortalecer ainda mais as exportações do agro, permitindo que o Brasil se destaque no comércio global de produtos agrícolas.
Em resumo, as exportações do agro brasileiro em fevereiro de 2026 não apenas atingiram um recorde impressionante, mas também demonstraram o grande potencial desse setor na dinâmica econômica do país, preparando o terreno para um futuro ainda mais promissor.