Inteligência é fundamental para o combate ao crime organizado. O Fórum Internacional de Policiamento Inteligente e de Centros de Fusão, que começou na terça-feira (10) na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), evidencia a importância da inteligência na segurança pública. Este evento, realizado em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), reúne uma diversidade de órgãos de segurança pública e se estende até 13 de março.
O fórum busca discutir novas estratégias de policiamento, enfatizando a necessidade de ações baseadas em inteligência e evidências. A colaboração entre diferentes esferas do governo – União, estados e municípios – é essencial para fortalecer a capacidade do Estado de prevenir e combater o crime organizado. Como destaca o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, José Anchieta Nery Neto, é crucial que informações relevantes das operações sejam preservadas para um policiamento mais eficaz.
“Neste encontro, temos uma missão: aperfeiçoar processos de trabalho e profissionalizar ainda mais a gestão da segurança pública, para garantir que as informações cheguem a quem está na ponta,” enfatiza o diretor. A presença de líderes do Paraguai e do Chile, além de especialistas dos Estados Unidos e da Argentina, enriquece o debate, proporcionando uma oportunidade valiosa para a troca de experiências e aprendizados sobre inteligência aplicada quando se combate ao crime organizado.
Diante do cenário de crescente criminalidade no Brasil, a implementação de um policiamento orientado por inteligência se torna ainda mais relevante. O evento conta com programações que incluem debates sobre policiamento baseado em evidências, sendo o principal convidado o professor Jerry Ratcliffe, um renomado especialista em análise criminal. Seu trabalho é referência para a implementação de modelos modernos que visam a redução da violência.
Além de discussões teóricas, a programação do fórum inclui avaliações sobre os atuais dados de emergência no Brasil, com foco na formulação de propostas que busquem melhorar os serviços prestados à população em relação à segurança pública. Estas propostas são essenciais para que a inteligência realmente funcione como uma ferramenta de proteção e não apenas como um acompanhamento de dados.
Enquanto isso, paralelamente ao fórum, o Encontro Técnico dos Centros Integrados de Comando e Controle (CICCs) traz uma abordagem prática ao se concentrar na interoperabilidade entre os órgãos de segurança. A meta é transformar a colaboração entre instituições em uma prática diária, o que, sem dúvida, terá um impacto positivo no combate ao crime organizado.
Os temas centrais abordados no encontro técnico incluem:
* **Padronização de protocolos**: alinhamento das diretrizes para ativação de salas de crise e para o fluxo de informações entre as diferentes forças de segurança;
* **Gestão de crises e acionamento**: definição de níveis de acionamento e critérios para melhor integração das forças;
* **Lições aprendidas**: compartilhamento de experiências adquiridas em operações rotineiras, grandes eventos e respostas a emergências;
* **Integração institucional**: reforço da coordenação contínua entre as forças de segurança estaduais e federais;
* **Centros de fusão**: incentivo à criação e aprimoramento de centros de fusão de inteligência, tomando como base modelos exitosos internacionais.
Ao unificar as diretrizes de comando e controle, o evento almeja aumentar a eficácia das operações e o uso inteligente de dados, fundamentais para potencializar a eficiência na luta contra o crime e na proteção da sociedade. A inteligência, portanto, não é apenas uma ferramenta, mas uma estratégia vital para um futuro mais seguro.