Fazer informática é uma habilidade essencial nos dias de hoje, especialmente para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No estado do Amazonas, o Governo, por meio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), oferece um curso especializado de Informática Básica para essas pessoas. Este curso não apenas proporciona uma educação técnica, mas também visa promover a inclusão e a autonomia de seus alunos.
Anderlan Pinheiro, um jovem de 18 anos, exemplifica o impacto positivo que aprender a fazer informática pode ter. Ele expressou sua empolgação ao dizer: “Fazer informática me fascina!”. Através deste curso, ele aprendeu sobre os componentes internos e externos dos computadores, mostrando que a formação técnica pode abrir novas portas no mundo da tecnologia.
O curso de Informática Básica para pessoas com TEA é estruturado para fornecer as ferramentas necessárias para que esses jovens possam se inserir no mercado de trabalho. A capacitação técnica adquirida vai além do simples uso do computador; ela prepara os alunos para sobreviver em situações reais, equipando-os com as competências fundamentais para a vida profissional e cotidiana.
A importância da inclusão na educação não para apenas em Anderlan. A sua mãe, Luciandra Guarlott, também decidiu aproveitar essa oportunidade e se matriculou em um curso de Auxiliar em Terapia ABA, que capacita os familiares a oferecer um suporte melhor ao desenvolvimento de seus filhos. Luciandra, ao identificar a paixão do filho por tecnologia, falou: “Eu preciso melhorar a qualidade de vida dele. Ele gosta muito de tecnologia, de computador e de internet.” Isso mostra que a formação vai muito além de uma simples habilidade; é uma ferramenta que pode transformar vidas.
O governador Wilson Lima ressaltou que a ampliação de cursos voltados para a inclusão é parte da política do governo de proporcionar oportunidades de qualificação profissional para todos, destacando a importância de não deixar ninguém para trás. Essa visão é claramente refletida na implementação de cursos que atendem às necessidades específicas de estudantes com TEA.
O Cetam começou o ano letivo de 2026 com mais de 7,6 mil novos alunos e planeja levar a programação de interiorização a várias cidades do estado. Essa abordagem inclui cursos que são projetados para se alinhar com as demandas do mercado, garantindo que todos, especialmente aqueles com deficiência, tenham a chance de adquirir uma formação sólida.
A instrutora Geovana Oliveira enfatiza que o curso não é apenas sobre aprender a usar um computador, mas também sobre desenvolver a autonomia necessária para enfrentar as realidades do mercado de trabalho. “É um curso básico que todo mundo precisa para conseguir um trabalho e criar seu próprio currículo. É fundamental para que eles possam ter essa autonomia”, explica.
Além do curso de Informática, o Cetam oferece diversas outras qualificações voltadas para a inclusão social, como Profissional de Apoio Escolar (PAE), Auxiliar em Terapia ABA para Autismo e Agente de Inclusão para Pessoas com TEA. Essas oportunidades garantem que pessoas com deficiência e seus familiares possam também participar ativamente do mercado de trabalho e conquistar a sua autonomia.
Se você deseja saber mais sobre como você ou alguém próximo pode se beneficiar dessa qualificação, acesse o site do Cetam para informações sobre cursos e vagas disponíveis: https://www.cetam.am.gov.br/tudo-sobre-inscricoes/. Fazer informática pode ser o primeiro passo rumo a um futuro mais inclusivo e autônomo.