Cotas da Tainha 2026 começam aqui. Em uma decisão significativa, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) definiram as novas regras para a captura da espécie tainha (Mugil liza) para o ano de 2026. A portaria interministerial, publicada em 27 de fevereiro de 2026, trouxe avanços importantes na gestão da pesca, incluindo um aumento de 20% nas cotas em relação ao ano anterior, abrangendo todas as modalidades de pesca.
O limite total de captura para a tainha em 2026 foi fixado em 8.168 toneladas, levando em consideração a avaliação do estoque realizada em 2025. Essa medida é crucial para garantir a sustentabilidade da atividade pesqueira, uma vez que as decisões são baseadas em dados científicos robustos. Essa mudança representa um compromisso do governo em equilibrar a exploração comercial da tainha com a preservação dos ecossistemas marinhos.
Confira como ficou a distribuição das cotas da Tainha 2026:
I – 720 toneladas são destinadas à pesca com cerco/traineira, abrangendo Mar Territorial e a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) das regiões Sudeste e Sul do Brasil;
II – 1.094 toneladas para emalhe anilhado, especificamente na área do estado de Santa Catarina;
III – 2.070 toneladas para emalhe costeiro de superfície, conforme as instruções normativas vigentes;
IV – 1.332 toneladas para arrasto de praia, na mesma área de operação;
V – 2.760 toneladas para a captura no estuário da Lagoa dos Patos, conforme as normas específicas.
O GT Tainha, que foi consolidado com 10 representações de cada estado das regiões Sudeste e Sul, está no centro do processo de gestão das cotas. A participação ativa da comunidade de pescadores foi fundamental, visto que mais de 20 reuniões foram realizadas, envolvendo um diálogo construtivo com mais de 800 pessoas. Essa troca de informações e conhecimentos tem garantido maior transparência no acompanhamento das ações e uma gestão participativa.
Além disso, um painel de monitoramento foi estabelecido para acompanhar a temporada de pesca da Tainha. Esse painel é atualizado regularmente, permitindo que os pescadores e partes interessadas acompanhem as cotas de captura em tempo real. Com a introdução do sistema PesqBrasil, que já está sendo utilizado para o cadastramento das vagas, o processo se torna ainda mais eficiente e facilita a consolidação de informações relevantes.
O MPA também está comprometido em fornecer capacitações para orientar os pescadores sobre o uso do novo sistema. O biólogo da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA), Leonardo Pinheiro, ressalta a importância desses encontros para promover um ordenamento pesqueiro justo e sustentável. “Os encontros e reuniões foram positivos e contribuíram para a gestão participativa, acolhendo as recomendações e aproximando os pescadores dos processos decisórios”, afirmou Pinheiro.
Em suma, as novas cotas da Tainha 2026 representam um passo significativo para garantir a sustentabilidade da pesca no Brasil. Com base em dados científicos sólidos e no envolvimento da comunidade local, o governo busca equilibrar a atividade pesqueira com a preservação do meio ambiente. As decisões tomadas são reflexo da união entre conhecimento técnico e a experiência dos pescadores, assegurando um futuro mais sustentável para a pesca da tainha.