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Ministério da Saúde investe R$ 122 milhões na Fiocruz para produção de medicamento inovador

26 de fevereiro de 2026
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Ministério da Saúde investe R$ 122 milhões na Fiocruz para a produção de uma terapia gênica inovadora, com potencial para transformar o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo 1 no Brasil. Este investimento é um marco histórico, pois marca o início do primeiro estudo clínico com humanos nesta área, trazendo esperança para muitos pacientes.

A terapia gênica é uma forma revolucionária de tratamento, oferecendo a possibilidade de uma única dose que pode mudar a vida de crianças afetadas pela AME. Isso foi afirmado durante o anúncio feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, junto ao presidente da Fiocruz, Mário Moreira, durante evento realizado no dia 26 de outubro. A injeção de R$ 122 milhões vai diretamente para a plataforma produtiva de plasmídeos e vetores virais, que são essenciais para a produção desta terapia e outras voltadas para doenças raras.

“Quando o SUS oferece uma terapia inovadora, estamos mudando o curso da doença e o destino dessas crianças. É a medicina mais avançada do mundo sendo disponível gratuitamente à população brasileira, reafirmando o SUS como um patrimônio do nosso povo”, destacou Padilha.

Com o estudo do GB221, o Brasil se posiciona como um líder em assistência a pacientes com AME, contribuindo também para a medicina de precisão na América Latina. Os positivos resultados deste tipo de tratamento têm o potencial de aumentar a qualidade de vida e a expectativa dos pacientes. A primeira infusão do medicamento ocorreu em janeiro deste ano e, atualmente, está em fase de avaliação de segurança e eficácia. Fase 1 se concentra na segurança e tolerabilidade, enquanto a Fase 2 analisa a eficácia do tratamento.

Podem participar da pesquisa crianças afetadas por AME Tipo 1 que sejam sintomáticas ou pré-sintomáticas, com diagnóstico confirmado através de análise genética, possuindo mutações no gene SMN1 e cópias do SMN2. As idades de inclusão vão de duas semanas a 12 meses, o que mostra a preocupação com um tratamento precoce.

A inclusão de novos participantes no estudo será feita de forma gradual, com o segundo paciente previsto para ser integrado nos próximos meses. O medicamento em questão é desenvolvido pela empresa norte-americana Gemma Biotherapeutics, Inc. (GEMMABio), que está transferindo tecnologia para a Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz que lidera a pesquisa em terapias gênicas no Brasil. Esta iniciativa não apenas visa ao tratamento da AME, mas também abre portas para o desenvolvimento de terapias para outras cinco doenças raras.

A Atrofia Muscular Espinhal é uma condição genética rara que se manifesta nos primeiros meses de vida, causada por uma mutação no gene SMN1. Esta mutação impede a produção de uma proteína vital que é crucial para o funcionamento dos neurônios responsáveis pelos movimentos. A falta dessa proteína resulta em uma perda progressiva da força muscular, o que pode comprometer a vida das crianças afetadas.

O Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 214 milhões em pesquisas que buscam novas tecnologias para o tratamento de doenças raras. Esse investimento abrange não apenas o desenvolvimento de medicamentos, mas também o mapeamento de perfis epidemiológicos e sequenciamento genético. Além disso, a criação de Projetos de Alto Impacto em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) demonstra um compromisso forte com inovações na saúde.

Ainda no foco do fortalecimento da indústria nacional de saúde, o governo assinou oito Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), mobilizando R$ 2 bilhões em medicamentos para doenças raras, com o objetivo de reduzir a dependência externa e garantir acesso contínuo às terapias necessárias.

“Estamos investindo mais de R$ 2 bilhões em parcerias para produzir esses medicamentos no Brasil. Isso assegura soberania e estabilidade no tratamento, evitando depender de oscilações do mercado internacional”, explicou o ministro Padilha.

O Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL) destina também R$ 2,8 milhões para testes de exoma completo, visando garantir diagnósticos mais precisos. Esses esforços refletem um comprometimento com a inovação e a melhoria na qualidade de vida das pessoas afetadas por doenças raras, consolidando o papel do Ministério da Saúde como um agente de transformação na saúde pública.

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