Investimentos no Tesouro Direto têm se mostrado cada vez mais atraentes para o público brasileiro. Em janeiro de 2026, o volume de investimentos atingiu a impressionante cifra de R$ 12,02 bilhões, um recorde histórico na série. Este montante foi resultado de 1.305.976 operações realizadas no mês, demonstrando o crescimento contínuo do interesse dos investidores pelo programa.
Os resgates durante este período totalizaram R$ 7,14 bilhões, gerando uma emissão líquida de R$ 4,88 bilhões. Vale destacar que as aplicações de até R$ 1 mil foram responsáveis por 55,7% das operações, com um valor médio por operação de R$ 9.207,33. Essa democratização dos investimentos no Tesouro Direto é um sinal claro de que cada vez mais pessoas estão buscando maneiras acessíveis para fazer seu dinheiro render.
Os títulos que mais atraíram investidores em janeiro foram os indexados à taxa Selic, conhecidos como Tesouro Selic, com vendas somando R$ 5,9 bilhões e representando 48,9% do total. Em seguida, os títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, totalizaram R$ 4,3 bilhões em vendas, equivalente a 36% do total. Os títulos prefixados, que incluem Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, alcançaram R$ 1,8 bilhão, correspondendo a 15,1% das vendas.
A inovação no mercado de títulos também merece destaque. Os novos produtos, como o Tesouro RendA+ e o Tesouro Educa+, foram especialmente bem-sucedidos, contribuindo significativamente para o montante total de vendas. O Tesouro RendA+ registrou R$ 766,9 milhões em vendas, ou 6,4% do total, enquanto o Tesouro Educa+ somou R$ 174,4 milhões, representando 1,5%. Essa diversificação nas opções de investimentos no Tesouro Direto tem atraído ainda mais o interesse dos novos investidores.
Os dados sobre recompras também revelam um padrão interessante. A maior parte dos resgates ocorreu com títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 2,4 bilhões (69,5%). Os títulos atrelados a índices de preços, como o Tesouro IPCA+, responderam por R$ 738,8 milhões (21,1%), enquanto os prefixados somaram R$ 330,4 milhões (9,4%). Isso demonstra que os investidores estão aproveitando as oportunidades de resgatar seus investimentos quando julgam ser mais vantajoso.
Analisando o prazo de vencimento dos títulos, notamos que a maior parte das vendas se concentrou em títulos com vencimentos entre 5 a 10 anos, que totalizaram 40,6% do total. Títulos com vencimento acima de 10 anos corresponderam a 19,5%, e aqueles com vencimento de 1 a 5 anos representaram 39,9%. Essa distribuição revela um perfil de investimento diversificado entre os participantes do Tesouro Direto.
O estoque total do programa também cresceu. Em janeiro, o estoque foi de R$ 220,2 bilhões, um aumento de 3,3% em relação ao mês anterior e 37,8% superior a janeiro de 2025. Os títulos indexados a índices de preços permanecem como os mais representativos, somando R$ 111,4 bilhões. Os títulos indexados à taxa Selic possuem um estoque de R$ 83,8 bilhões e os prefixados totalizam R$ 25,0 bilhões.
Em termos de base de investidores, o programa teve um novo aumento expressivo. O número de investidores ativos atingiu 3.454.385, com um crescimento de 18.061 no mês e 14,7% em 12 meses. O total de investidores cadastrados chegou a 34.587.727, mostrando um crescimento de 9,8% em relação a janeiro de 2025.
Para aqueles que desejam se aprofundar mais no cenário do Tesouro Direto, o balanço completo do programa está disponível em: https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/balanco-do-tesouro-direto-btd.
Os dados apresentados revelam que os investimentos no Tesouro Direto continuam sendo uma excelente opção para quem busca segurança e rentabilidade.