Comunidade de lideranças discute institucionalização, eventos estratégicos e criação de núcleo de inovação com foco em negócios em tecnologia
O Knowledge Hub realizou nesta quinta-feira (22) a sessão de onboarding dos novos conselheiros para o ciclo 2026, encontro que marcou o início formal da agenda anual da comunidade de lideranças inovadoras e reforçou a estratégia de institucionalização do grupo, que completa 11 anos de atuação no ecossistema de inovação do país.
Conduzida por Paula Arbache, presidente do conselho, a reunião teve como foco a consolidação da governança, o fortalecimento do engajamento dos membros e a definição de prioridades para ampliar a presença do Knowledge Hub no debate sobre inovação, tecnologia e liderança no Brasil.
“Estamos em um momento de amadurecimento institucional. Nosso desafio é consolidar uma identidade coesa, fortalecer a participação ativa dos conselheiros e ampliar o impacto da comunidade no ecossistema de inovação”, afirmou Arbache ao abrir os trabalhos.
Criado como uma comunidade de lideranças formadas em programas do MIT, da FGV e de outras escolas de negócios, o Knowledge Hub reúne atualmente cerca de 525 membros, segundo dados do censo interno de 2025. O grupo atua de forma sem fins lucrativos, com foco em networking qualificado, produção de conhecimento e articulação entre empresas, academia e setor público.
Livro, eventos e inovação em pauta
Entre os principais anúncios da reunião está o lançamento do livro Nações Notáveis, previsto para 21 de março, com a participação de 15 coautores ligados à comunidade. A publicação será a primeira obra coletiva do Hub e integra a estratégia de ampliar a produção editorial e a visibilidade institucional do grupo.
Também foi confirmado o calendário de eventos para o primeiro semestre, com destaque para o open house da comunidade, marcado para 5 de fevereiro, e uma palestra sobre liderança humanizada em março, dentro da programação do Mês da Mulher.
Além da agenda presencial, a comunidade planeja ampliar a realização de webinars, visitas técnicas e mesas-redondas internacionais, incluindo um encontro sobre oportunidades de negócios com a China, previsto para junho.
Matchmaking e geração de negócios
Um dos eixos centrais discutidos foi a proposta de criação de um sistema estruturado de matchmaking, apresentada por Mary Albuquerque. A iniciativa pretende conectar empresas, fornecedores e tomadores de decisão com base em critérios de homologação e perfis atualizados da comunidade.
Para viabilizar o projeto, o conselho decidiu refazer o censo interno em 2026, com foco especial na identificação de profissionais das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). O objetivo é mapear competências estratégicas e ampliar a capacidade do Hub de atuar como plataforma de geração de negócios e inovação aberta.
“O matchmaking só funciona se tivermos informações qualificadas. Precisamos conhecer melhor quem são nossos membros, suas empresas e seus papéis decisórios”, afirmou Albuquerque.
Comunicação e identidade institucional
A reunião também evidenciou a necessidade de reorganizar os canais de comunicação interna. Conselheiros relataram fragmentação nos grupos de WhatsApp e defenderam a criação de uma estratégia integrada, com apoio de uma agência especializada.
Tiago Paiva destacou a importância de alinhar imagem institucional, produção de conteúdo e presença digital. A proposta inclui reforçar o site oficial, ampliar a atuação nas redes sociais e estruturar uma narrativa única para a comunidade.
Institucionalização e sustentabilidade
Outro ponto central foi a institucionalização formal do Knowledge Hub. Emerson Maciel apresentou uma proposta baseada em cinco pilares de atuação, voltados à governança, sustentabilidade financeira, engajamento, produção de conhecimento e impacto social.
O conselho também debateu a criação de mecanismos de captação de recursos, por meio de patrocínios e doações, para viabilizar projetos editoriais, eventos e ações sociais.
Ao encerrar a reunião, Paula Arbache reforçou o papel dos conselheiros como embaixadores da comunidade. “Nosso crescimento depende da participação ativa, da colaboração e da capacidade de transformar conexões em projetos concretos. O Knowledge Hub só existe porque seus membros acreditam na força da inovação coletiva”, afirmou.
Com uma agenda intensa e foco na consolidação institucional, o Knowledge Hub inicia 2026 buscando ampliar sua influência no debate sobre inovação e liderança no Brasil, em um momento em que comunidades de conhecimento ganham centralidade na articulação entre tecnologia, negócios e desenvolvimento.