A REFORMA DA PREVIDÊNCIA , A PARIDADE E A INTEGRALIDADE !

0
63
A Reforma da Previdência já não tem mais grandes problemas de aceitação popular após a negociação com o Congresso Nacional sobre a idade e tempo de contribuição, transição e a extensão desta, como já era de se esperar. Tal previsão era bem lógica para quem acompanha Política e a evolução da legislação no país. Saiu do Executivo de um jeito e sairá do Parlamento de outro . Assim é a democracia.
Já dito isto há muito tempo sobre a resistência dos privilegiados e hoje estamos diante de uma “Deforma da Previdência”, como alusão às alterações mais profundas que seriam evitadas, ainda que se tenha uma deformidade congênita no sistema desde a década de 70 até 90, piorando bem no final do século passado Há resistência em mudar justamente quando se toca nos confortos dos privilegiados do sistema: por uma, duas , três ou demais castas do setor público, em diversos níveis de vencimentos.
O setor público detém privilégios absurdos , evidentemente que concentrados nas classes políticas e seus apadrinhados no Executivo e Legislativo, porém há enormes vencimentos no Judiciário e Ministério Público também . No nível federal , os salários são bem mais altos que nos estaduais e há municípios que pagam mais que os estaduais também. Os funcionários públicos que ganham menos seriam os dos Estados da falsa federação , pois estes que assumem mais obrigações e que não tem como reter os valores, porque o sistema concentra as arrecadações nos cofres de Brasília. Pires na mão , como sempre e que forçaria os deputados a trabalharem para prefeitos e governadores, trocando leis por cargos e verbas por qualquer coisa.
Não há funcionário público que ganhe menos que dois salários mínimos, o que se repete nos seus proventos, devido a integralidade , enquanto a média de recebimento do trabalhador do setor privado não chega a isto em sua aposentadoria.
Quanto à paridade , caso se pudesse ter um teto de dez mil reais para todos os setores, seja privado ou público , tudo se resolveria , porém há resistência justamente do funcionário público que recebe maior salário ou provento do que este patamar, já que a média de proventos do Executivo está na casa de nove mil reais, do Legislativo seria de vinte e cinco a vinte mil e oito mil reais e assim também é no Judiciário e no Ministério Público, com alguma pequena variação até chegar a trinta mil reais . O setor privado tem uma média de recebimento de proventos na casa de hum mil e seiscentos reais. A luta de classes seria no setor público, quem diria !!!!!?
Se todos recebessem o teto de dez mil reais a equação estaria perfeita. Porém existem até mesmo professores universitários e servidores públicos federais , sem mencionar os dos regimes estaduais e municipais , que recebem bem mais do que isto de aposentadoria.
Com esta deformação congênita e distorcida , evidentemente que também não teríamos reforma , mas uma espécie de “deforma ” ao final, que mexe num ponto essencial ou outro para realizar o necessário, porém encontra resistência justamente provinda dos poucos milhões de privilegiados contra 33 milhões de desprivilegiados.
Se houvesse a paridade e não mais a integralidade resolveria tudo, mas é exatamente aí que o calo dos estatizantes, falsos paternalizantes ,daquele público do Público dói. Justamente daí é que se explica como ficaria difícil fazer a Reforma Tributária , porque só se poderá diminuir impostos se o Estado diminuir para 4 setores essenciais ( Saúde, Segurança , Educação e Infra-estrutura administrativa e de investimentos) e não mais sustentar uma obesidade de 40 setores, com inúmeros departamentos e repartições.
Porém, esta agenda pesada que está no ar e sendo colocada em prática há alguns meses, já rola há uns 36 anos e não foi enfrentada por ninguém, porque as reeleições sempre ficaram e ficam em primeiro plano e ninguém quer mexer com privilégios dos que detêm articulação, aparelhamento e poder para parar o país com greves ou mesmo fazer políticos ficarem sem seus votos .Nenhum político quer perder apoio em campanhas, poder , eleições e etc. Mexer com castas de diversos matizes não seria interessante. O negócio é não mexer com Sindicatos e suas estruturas poderosas , palanques , carros de som , alinhados com o atraso, funcionando como verdadeiros braços de partidos que defendem o nefasto e congênito sufrágio do toma lá,dá cá e etc..
As castas que movem o Estadão obeso ,com muitos setores desnecessários , dispendiosos, ineficientes, longe da eficácia, resistem firmemente e são justamente as que aderem a protestos contra a retirada de privilégios, como se houvesse um medo de se ter que trabalhar no setor privado e se superar em conhecimento , eficácia e no mérito,sem a confortável estabilidade.
Estabilidade , então, é um tabu,um deus intocável.

Assim, os jogos de interesses e seus modos de funcionar vão sendo protegidos , desde o feito pelo mais simples funcionário público até aquele do mais poderoso político de carreira e vamos vivendo este círculo vicioso, onde as formigas que trabalham por rações , que se repetem na aposentadoria , sustentam milhões de reizinhos e rainhas do Estado estático .
As funções das formigas de Sherwood seriam apenas servir a tal Corte mesmo , que cada vez aumenta mais , num sistema de fingimento, porquanto não há retorno algum , nem mesmo com boas estruturas e equipamento para a eficiência dos serviços para as mesmas formigas. Não se esqueça que há formigas no setor público, porque seria injusto não citá-las.
O Estado brasileiro é obeso, pífio , ineficaz e serve apenas ao funcionalismo que não funciona, a não ser para manter a estrutura sem fim e sem fins …
O brasileiro mesmo construiu esta roda destruidora e é enganado o tempo todo , até mesmo quando a roda precisa ser engraxada, porque lhe dizem que tudo desta nova graxa o prejudicará , mas na verdade é chamado para ser contra tudo, porque existem privilegiados que precisam desta resistência para manter o seu “status” de reis e rainhas das formigas.
E , finalmente, por incrível que possa parecer os reis e rainhas são funcionários públicos e as formigas , em grande parte, estão no setor privado. Uma luta de classes provocadas pelo Estado que seria a solução de tudo para alguns ideólogos. Mais uma incoerência dentro da gigantesca falácia que é o Estado brasileiro.

 
João Carlos de Souza Lima Figueiredo 
       – OABMG : 45.687 –  
 
PROFESSOR E ADVOGADO
 
 
João Carlos de Souza Lima Figueiredo 
       – OABMG : 45.687 –  
 
Consultoria Empresarial, Cível, Trabalhista e Tributária
 
Fale conosco !
Endereço e contatos:


Rua Cipriano Barata, 650, Bairro Ipiranga
São Paulo -SP – CEP: 04205-000 – Capital –
 
Telefones: 
 
011-2914-6971
 
011-98947-1881  (whatsapp)
 
 
Em Juiz de Fora , contacte :
 
032-99197-1979
032-98701-7434
032-99113-4430
 
032-3236-1301
 
 
 
 


 
 
 

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA